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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Partituras 2

Finalização do trabalho de expressão corporal com a segunda apresentação das partituras criadas em sala.

Tatiane Morais

Tatiane Morais

Waquila Silva

Roseane Martins

Ricardo Arruas

Rafael Patente

Leandro Alves

Francielly

Flávio Saaci

Debora Helena

Anderson Rosa

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Partituras da aula de Conciencia corporal

Aula do dia 23/11/2010
Tatiane Morais
Rafael Patente
Anderson Rosa 
Debora Helena
Flavio Amorim
Francielly Silva
Leandro Alves
Roseane Martins
Ricardo Arruas

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Hands Symphony - Sinfonia com as mãos

Turma! Não deixem de ver esse site que nosso amigo Anderson me enviou, é um MÁXIMO!!!!
Músicas de variádos estilos somente com os sons produzidos por nossas mãos! Vale a pena ver!
E a cada clique em uma mão, você cria um som diferente do anterior, escolhendo qual tipo de som você quer ouvir. Muito bom.

http://handsonlycpr.org/symphony/?id=214b

terça-feira, 16 de novembro de 2010

INTERESSANTE. / assistam!

Exemplo de aulas com uma mistura de Consciência Corporal e Consciência Vocal(quem faz a sonorização).


MUITO LEGAL.

OBSERVEM SE NÃO PAREÇE A KALASSA DANDO AULA PEDINDO PARA A GENTE SOLTAR A ENERGIA COM O OLHAR.


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

PROTOCOLO - Consciência Corporal 26/10/2010 - Débora Helena

Como de costume, iniciamos a aula com a leitura dos protocolos da aula anterior, que foram feitos pela Rose e pelo Leandro.
Fizemos a leitura do terceiro e quarto vetores da obra “A Escuta do Corpo” –sistematização da Técnica Klauss Vianna – de Jussara Miller. Identificamos e localizamos, no corpo, as estruturas ósseas relativas a cada um dos vetores supracitados. Utilizamos, como em outras aulas, o esqueleto representativo para uma melhor visualização dessas estruturas.
De acordo com a Técnica klauss Vianna, o terceiro vetor de força (púbis) atua através do encaixe da bacia, com o direcionamento da púbis para cima, acionando a musculatura abdominal. A ação desse vetor resulta na conexão da cintura pélvica com a cintura escapular e, no alinhamento da púbis com o esterno. Esse vetor é variável conforme a posição das pernas em relação ao quadril, portanto, pode estar direcionado para cima, se as pernas estiverem posicionadas abaixo da bacia, ou, para baixo, se consideramos a posição de sentar-se sobre os ísquios com as pernas a frente da bacia.
O quarto vetor (sacro) se dá com o direcionamento do sacro para baixo, acionando assim, a musculatura posterior, de forma a alongar a coluna lombar.
Após o trabalho realizado com o quarto vetor o corpo ganha estabilidade. Já o terceiro vetor contribui para o melhor direcionamento do movimento dirigido pela púbis. O terceiro e quarto vetores estão diretamente ligados por se localizarem na mesma região e, são separados apenas para facilitar seu estudo.
Para colocarmos em prática a teoria abordada, começamos explorando nos planos baixo, médio e alto as possibilidades de movimentação geradas pelos impulsos vetoriais, com foco nos vetores da púbis e do sacro. Na posição base, com os pés afundados e os joelhos semi-flexionados, utilizamos a pelve para “cavar” o espaço em direção ao solo, em busca de energia, que reluzisse na presença corporal. Deixamos que o corpo deslizasse espaço a fora, com atenção especial ao principal ponto de origem dos movimentos, que se encontra na região abdominal.
O exercício subseqüente consistiu em guiarmos pelo espaço, através de um leve toque das mãos, o parceiro, que deveria estar com os olhos fechados. O mesmo exercício foi realizado, sendo que, desta vez, o único ponto de contato para a referência do movimento era as costas. Nesses dois momentos específicos, trabalhamos a confiança no outro e em nós mesmos, ao mesmo tempo em que buscávamos força muscular para a devida orientação e equilíbrio, tidos através da ativação dos vetores Púbis e Sacro. No instante em que acionamos estes dois vetores, a musculatura abdominal é sensibilizada e, sua ação refletida no espaçamento dos discos vertebrais. Para fortalecer essa musculatura, em duplas, fizemos diferentes exercícios abdominais.
Na seqüência, através do “Exercício do Siri”, trabalhamos a resistência da musculatura da perna e do abdômen. Pelo andar do guerreiro buscamos precisão, força e objetividade. Com o andar da gueixa, alternamos sinuosidade e sensualidade. Em seguida, andamos como uma gueixa e ao mesmo tempo como um guerreiro. A busca de um movimento que mescle essas duas naturezas expressivas opostas é difícil, pois, demanda esforços e objetivos diferentes.
Como atividade de encerramento, apresentamos uma composição de três movimentos escolhidos a partir dos exercícios propostos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Movimento Expressivo - Klauss Vianna (Parte 1)

Movimento Expressivo - Klauss Vianna (Parte 2)

Protocolo da aula do dia 19/10/2010

Vetores

                         
A aula inicia com memórias de exercícios e sensações da aula anterior. Logo após, uma aula teórica introduzindo vetores do texto de Jussara Muller, “A escuta do Movimento” é ministrada para facilitar a compreensão da série de exercícios que vão ser desenvolvidos posteriormente, além de slides podemos observar o conteúdo do texto em um esqueleto e entender melhor essas forças opostas que existem em nossos corpos.
Antes que os exercícios comecem é feito um relaxamento para nos livrar das tensões cotidianas, só então começamos a trabalhar com energização e com o sentido sinestésico. Em uma roda passamos energia através de palmas direcionadas um de nossos colegas, em resposta a ele, quem a recebe repassa àoutro colega ou devolve para o mesmo, através de um gostoso e aliviado som: BOING!!! Continuamos em círculo, agora de mãos dadas, a brincadeira já é conhecida por todos, afinal quem nunca brincou de telefone sem fio?! A única diferença é que usamos outro sentido para transmitir a mensagem aos participantes: o tato.
A interação com aula vai acontecendo de uma forma tão intensa, que um dos alunos propõe um novo exercício, na verdade mais uma brincadeira, somos divididos em pares e o objetivo é nunca ficar sozinho, cada “ marido” deve cuidar de sua “ esposa” impedindo que ela corra para os braços de um solteirão. Outra atividade é proposta, desta vez pela professora, caminhar pela sala com uma força contrária a do movimento. Permanece em duplas, um na frente com um tecido em torno do corpo e outro atrás puxando este tecido, fazendo a força contrária. Além da facilidade de notar a transferência de peso, este exercício inconscientemente, nos leva a um outro exercício onde tínhamos que descobrir que parte do corpo nos faz andar, pois esta parte está muito evidente durante a execução da atividade, ela se inclina para frente sem ser estimulada, inconsciente e temos que controlá-la com um trabalho difícil que mistura paciência e força. Nos dois últimos exercícios, trabalhamos com a transferência de peso de um pé para outro e depois ao som de uma música com o enraízamento.
Ao final da aula refletimos sobre as atividades propostas relacionando-as com o texto em estudo. Entendemos que ter consciência do nosso corpo é saber usa-lo quando necessário e que os vetores são forças contrárias que nos permitem ficar de pé e nos movimentar.

Por Leandro Alves

Protocolo aula do dia 19/10/2010

                Iniciamos a aula relembrando as atividades do último encontro.
                Logo após iniciamos uma pequena discussão a respeito dos dois primeiros vetores estudados: metatarso e calcâneo, embasados no texto “A escuta do corpo” de Jussara Muller que trabalha com a técnica de Klauss Viana.
                Com um trabalho, primeiramente de contato físico, analisamos os vetores no esqueleto e aprofundamos na teoria com uma apresentação de slides. Em síntese, o metatarso e o calcâneo, são responsáveis por nossa locomoção, equilíbrio, amortecimento e impulso, logo os vetores fazem parte de um trabalho de direções ósseas que se inicia nos pés e se estende até o crânio.
                Nos slides foi-nos apresentado o arco plantar constituído pelo arco  longitudinal/medial, arco longitudinal/lateral e arco transversal.
                Após experimentarmos um pouco a influência dos vetores em nosso corpo com um exercício em que era proposto criar uma força entre o quinto e o primeiro metatarso e o calcâneo em direções ao chão, assim era perceptível as relações e reações que se criaram no restante do corpo, por exemplo, exercendo essa força, percebia-se uma rotação externa coxofemoral e uma sensação de encontro do ísquios.
                Em seguida, iniciamos uma atividade de relaxamento e aquecimento em duplas em que um auxiliava o outro a se alongar (MUITA DOR!!!!!)
                Relembramos nosso sentido sinestésico com o exercício ZIP-ZAP-BOING, onde eram necessários concentração, prontidão e ritmo.
                Logo após retomamos também resistência e oposição: um, envolvido por um tecido, era forçado a caminhar em frente, no entanto, um outro segurava o tecido exercendo essa resistência que o impedia de seguir.
                Por fim, mas não menos importante, relembramos Eugênio Barba em um exercício de enraizamento percebendo a influência dos vetores.
                Ainda fizemos uma breve reflexão sobre a aula, analisando as reações e sentimentos que os exercícios nos provocaram.
                 

                               Rosiane Martins

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Analise do espetáculo:
“Na solidão dos campos de algodão”



Fixa técnica:
Direção e cenografia: Giuli Lacorte      
Assistência de direção: Fillippi Mazutti
Elenco: Giulli Lacorte e Letícia Paranhos
Orientação: Lucas simas
Produção de palco: Pablo Daiman
Produção: Grupo Hybris e Luka Ibarra
Divulgação: Luka Ibarra
Fotos: Marina fujiname
Realização: Grupo Hybris


Parecer do espetáculo:





         O espetáculo Na solidão dos campos de algodão foi inspirado na obra de Bernard-Marie Koltés, o dramaturgo francês contemporâneo mais encenado no mundo, tem em seus espetáculos uma linguagem muito literária e muito urbana, sendo lida como uma poesia moderna.
        Giulli Lacorte no roteiro de “Na Solidão”, trabalhou com colagens do monologo “À noite logo antes das florestas” também de Koltés, e abusou de toda a contemporaneidade num roteiro confuso e inquietante, mostrando as peripécias do mundo capitalista, onde não restaria aos homens nada além da possibilidade de negociar a convivência, os encontros e desencontros, os relacionamentos e também a satisfação dos desejos.
        Ao usar a técnica teatral somada à dança moderna, Giulli Lacorte preferiu colocar a corporeidade, como veiculo que levava a proposta textual nos movimentos carregados por significados, e a fala, diferentemente do óbvio, foi usada para confusão de estado e tempo, junto a esta mudança nada convencional ele colocou varias informações e criticas, e foi feliz, pois não as apresentou de maneira planetária e desinteressante.
       O Pout-Pourri com variação de aceleração e desaceleração musical e a iluminação de luz e sombra, nos causou um embaraçamento de ideias, pois não passaram informação de lugar, uma televisão fora do ar, um sofá com uma enorme bacia de pipoca, e uma escada, deixam ainda mais confusa esta percepção de espaço, sem contar que utilizaram todos os objetos cênicos na cor branca, tendo cuidado até no alimento proposto (pipoca), para que tudo ficasse esteticamente certo, colocando o bom em evidencia e deixando o ruim em entrelinhas, da mesma forma que o mundo capitalista nos aliena.
Obtiveram sucesso em sua oitava apresentação ao publico, sendo elogiados pelos críticos que compunham a bancada, e por alunos que como complementação de aprendizado universitário os assistiu.

assistam  
 

http://www.youtube.com/watch?v=jeYPz6d8Z1M

http://www.youtube.com/watch?v=qgZgwd9Mfdw

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Protocolo da aula 28/09/2010






Por Ricardo Arruas

A primeiro momento na aula , começamos fazendo a leitura do protocolo da aula anterior, discutindo sobre os exercícios e seus estímulos e sensações.
Em seguida fizemos uma mesa redonda para discutir sobre o livro “ A ESCUTA DO CORPO “ de Klauss Vianna,onde entendemos mais sobre o processo lúdico como os apoios , que se dividem em apoio passivo (sem nenhuma pressão na superfície de contato) e apoio ativo (qualidade de utilizar o chão como superfície de contato), aprendemos a trabalhar na pratica esses apoios.
Estudamos e discutimos a resistência , quando você trabalha os apoios , cresce a possibilidade a percepção do volume e amplitude do corpo , que prepara para a resistência , que esta diretamente ligada as oposições , que traz precisão para o movimento não ficar solto , abandonado no espaço.
O ultimo processo lúdico é o eixo global , que associado a todos os outros itens, proporciona a integração do corpo com a gravidade na conquista do equilíbrio.
No primeiro exercício ,trabalhamos os apoios deitados no chão , observando todos esses apoios que tocavam o chão , trabalhamos em seguida vetores de força q puxavam e conduziam o movimento , treinamos essa condução no outro , que nos puxavam no espaço, onde percebemos a resistência que gerava um movimento amplificado.
No segundo exercício trabalhamos nos três planos com musica,onde um eixo nos puxava com sincronia para cima e para baixo , criando uma oposição nos sentidos das forças , aumentando a resistência com o chão e o espaço. Este exercício que explora o eixo , os apoios e a resistência, criou uma grande fadiga devido a velocidade que aumentava gradativamente.
O terceiro exercício, trabalhamos deitados com uma bolinha abaixo do pescoço , para podermos sentir a coluna vertebral , a medida que a bolinha descia pela coluna , ela massageava tirando toda a tenção , aumentando o poder de percepção sobre as vértebras , dando a impressão de estarmos suspensos apenas pelo ponto onde a bolinha se encontrava.
O quarto exercício , trabalhamos a base do ator com o eixo global , buscando um equilíbrio em cima deste eixo .podemos observar o melhoramento da postura , equilíbrio e respiração.
No quinto exercício , em grupo de três pessoas , fizemos um pendulo com a pessoa que estava no meio e quem estava na frente e atrás da pessoa a segurava , trabalhando equilíbrio , prontidão , resistência e confiança.

Protocolo da aula 28/09/2010






Palavra da aula = ESFORÇO.

A medida em que vamos caminhando com o semestre, tomamos consciência da importância e do embasamento teórico de nossas aulas. As técnicas de Klauss Viana e suas metodologias tem o objetivo de nos preparar e nos acordar para nossos futuros trabalhos como atores e professores.

Trabalhamos cinco exercícios, embalados ao som de Caetano Veloso, o que foi um diferencial positivo, pois a música foi um estímulo aos nossos sentidos e movimentos.

PRIMEIRO EXERCÍCIO - CONTATO COM O CHÃO
Observação e percepção do corpo em contato com o chão, sendo este elemento primordial pelo qual recebemos sensações de contato e de pressão em todo o corpo. Observação de quais partes do corpo toca o chão, qual faz mais força e se existe alguma dor. Consciência da presença do corpo no espaço. Sentido cinestésico.

SEGUNDO EXERCÍCIO - CONDUÇÃO
Exercício realizado em duplas, ao comando da professora, um aluno deveria puxar o outro por um ponto imaginário de determinada parte do corpo, utilizando os planos alto, médio e baixo. As articulações foram bastante exploradas e os movimentos eram espaçosos e livres. O apoio ativo pode ser bem observado neste exercício. Sensação de controle e de ser controlado.

TERCEIRO EXERCÍCIO - ESPIRAL
O exercício de espiral era individual e consistia em andar pelo espaço até o comando da professora, onde todos faríamos um movimento de espiral de pé para o chão e do chão para a posição em pé, tudo isso em tempos variados (1/8, 1/4, 1/2 e 1/1) e com oposição de forças na caminhada e na espiral, o que tornava o exercício mais difícil. Duas forças opostos que geravam conflitos, movimento e suor. Neste exercício observamos os diferentes apoios ativos do nosso corpo, as várias possibilidades de apoio com o chão, o nosso tônus muscular quando tivemos que ficar paralisados em uma determinada posição, neste momento também observamos a respiração. A resistência também foi observado pois tinhamos que ter um controle do movimento. Sensação de cansaço.

QUARTO EXERCÍCIO - PASSEIO DA BOLINHA PELA COLUNA VERTEBRAL
O exercício consistia em deitar no chão e passar uma bolinha de borracha pela coluna vertebral e perceber vertebra por vertebra. A medida em que o nosso corpo fazia pressão sobre a bolinha, o contato com a coluna era de intensa dor. Passamos a bolinha por todas as vertebras e reconhecemos nossas articulações e diferenciamos os três segmentos da coluna: REGIÃO CERVICAL (7 vertebras), REGIÃO TORÁCICA (12 vertébras), REGIÃO LOMBAR (8 vertebras), REGIÃO PÉLVICA (4 vertebras). Iluminamos em nosso imaginário a coluna e e suas divisões a medida em que íamos passeando com a bolinha. Sensação de dor e alívio ao final.

QUINTO EXERCÍCIO - BAMBU E PÊNDULO
Bambu -Movimentação do corpo fixo ao chão, na base e consciente de um eixo global. O corpo se movimenta em bloco estando integrado corpo e gravidade na busca pelo equilíbrio. Aquisição da centralização do corpo com o alinhamento da estrutura óssea e o tônus muscular adequado.

Pêndulo - Exercício realizado em trios e o objetivo era trabalhar a relação do eixo global, peso, confiança, entrega e cuidado com os companheiros. Todos os objetivos foram bem explorados e a técnica de Klauss Vianna aplicada. Todos esses exercícios fazem parte do processo lúdico, onde o corpo é despertado e desbloqueado.

Ao final conversamos sobre as sensações da aula e alguns relatos dos alunos sobre o exercício do passeio da bolinha pela coluna vertebral.
JACKSON: minha coluna é outra;
WAKILLA: a música me estimula;
PRISCILLA: a bolinha fez um buraco na minha coluna;
JACKSON: pra mim a coluna era um osso só;
ROSI: estou sentido a coluna até agora;
RICARDO: O contato com a minha coluna foi intenso.





Análise do espetáculo “Na Solidão” do Grupo Hybris, oriundo da UFRGS, no I Fest Universitário de Teatro e Dança da UFU.

Flávio Henrique S. Amorim

Quem compareceu aos espetáculos do Festival Universitário de Teatro e Dança no dia seis de setembro, apresentados na sala de encenação da Escola Livre do Grupontapé, teve a oportunidade de apreciar o esforço poético, gestual e comunicativo do corpo através da dança. Dos espetáculos apresentados, escolhemos analisar “Na Solidão” do grupo gaúcho Hybris.
Passando por momentos de dança monologar à diálogos corporais entre os atores-dançarinos e também por coreografias simétricas seus personagens, um comprador e um vendedor, brincar de comercializar relações humanas, vendendo afetos, vaidades e momentos de ficar juntos e momentos de solidão, fazendo provocações a respeito da identidade do coletivo em detrimento da identidade do individuo. “Na solidão” deve ser aplaudido por sua organização de Ação, palavra e movimento, unindo teatro e dança sem que isso provocasse ciúmes a qualquer das linguagens.
Relações Humanas e Metáforas
Hybris, hubris ou ainda wybris é uma palavra de origem grega que significa a soberba humana diante do sagrado. Soberba essa disseminada pelo Titã Prometeu ao trazer o “fogo dos deuses”, o conhecimento aos homens até então desprovidos de mecanismos de defesa no mundo material onde prevalece a lei do mais forte. Este mesmo fogo que convidou o Homem a vida social e ao calor das relações pouco a pouco humanizadas é usado por Hefesto para forjar utensílios, ferramentas para o auxílio das atividades humanas e mais tarde por sua vez o homem forja do vil metal uma moeda para trocas comerciais. “Na solidão”, adaptada livremente da obra Solidão dos Campos do dramaturgo francês Bernanr-Marie Koltès, expõe a cacofonia das relações humanas num contexto materialista onde o grupo usa a metáfora do comercio, na relação vendedor e comprador, para pontuar a livre negociação da convivência, dos encontros, desencontros e da satisfação de desejos na vida social. Isso pode ser percebido na dramaturgia do espetáculo, onde o texto é experimentado como textura das ações propostas e ditos em um processo de aceleramento da fala até sua incompreensão.
O espetáculo em questão se passa em um local não definido e está apoiado pelo cenário precário, composto por alguns objetos - dos quais uma televisão que age em cena como ícone e metáfora da incapacidade humana de ficar solitário temendo o momento de reflexão e autoconhecimento -. Conta com a Luz de Lucca Simas, que a meu ver poderia ser mais rica se procurasse dialogar com os movimentos e a trilha sonora. Essa por sua vez não tem atribuição, tendo por base uma pesquisa do próprio autor.
Entre a direção e a atuação
A direção de Giulio Lacorte nasce durante sua pesquisa acadêmica de conclusão de curso na Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS. Giulio Lacorte e Letícia Paranhos atuam muito bem nos dois papeis principais, mas funcionam melhor quando a coreografia exige a interação dos dançarinos. Os privilegiados que assistiram ao espetáculo perceberam a flexibilidade e o equilíbrio do corpo dos atores-dançarinos frente às peripécias e diversas interações com os objetos do cenário. Ficou claro que a exigência gestual que o espetáculo faz ao elenco o levou a uma prática exaustiva em busca da perfeição no domínio do corpo. Ficamos agradecidos pela apresentação e desejos de revê-la em outro momento no processo de amadurecimento da pesquisa de Lacorte.

Referencias
Folder de Divulgação da peça distribuída pelo Grupo Hybris.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Protocolo Consciência Corporal AULA 21/09/2010

.Primeiro momento:leitura do protocolo da aula passada.
.Segundo momento: ->alongamento na posição base - exercícios flexão /extensão e abdução/adução.
.Terceiro momento:reconhecimento do espaço trabalhando com um bastão,através de lançamentos um para o outro sem movimentação e depois andando pela sala , se alguém deixar cair pagava 10 abdominais,exercendo o trabalho de ação/reação,habilidade e prontidão.
Depois contar até 40 sem falar o numero junto com alguém,exercício igual da aula anterior,trabalhando observação e percepção.
.Quarto momento:reconhecimento do seu corpo conciliando ao nosso andar,observando qual parte do seu corpo chega primeiro ao andar,se ao ampliar a parte do corpo causa algum impacto ao seu eixo.
.Quinto momento:conhecendo o peso do corpo do colega,feito em duplas,um deita ao chão e se relaxa tentando ficar com nenhuma tensão , enquanto o outro sente cadê parte de seu corpo e o peso em si.
Ainda relaxado houve uma modelagem de corpo,onde alguém ficaria deitado,enquanto o outro modela seu corpo em um posição , após modelado se congela na posição por alguns segundos , onde a uma troca de confiança na ação do próximo.
.Sexto momento:jogo do toque ATIVO , onde cada toque do colega em seu corpo se origina um movimento,e assim vice-versa.
Sétimo momento:conversa,troca de idéias,percepções e observações sobre a aula relacionando com a leitura de Klauss Vianna e levantando argumento importantes : presença,articulação,peso,apoio / disponibilidade corporal / ação e reação ,pergunta e resposta / percepções que através do peso se desenvolve o apoio e impulso para transferência e deslocamento no espaço.

Análise do espetáculo NA SOLIDÃO - Grupo Hybris

Disciplina: Consciência Corporal
Elaborado por: Rosiane Martins

O corpo, sem dúvida, é uma das, ou talvez a principal ferramenta do ator, é com ele que o ator cria as mais diversas possibilidades de elaboração da cena.
Não desvalorizando os outros instrumentos de trabalho do ator, é o corpo que entra primeiro em cena para definir toda personalidade e as intenções do personagem o que chamamos de “a presença do ator”. Um corpo bem preparado é capaz de falar por si só quem é o personagem.
Um espetáculo sem a linguagem oral é facilmente compreendido quando o corpo está em todo seu potencial, como foi apresentado no espetáculo “Na Solidão” do grupo Hybris dirigido por Giuli Lacorte da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
As relações interpessoais e internas dos personagens foram claramente apresentadas em um fogo corporal, coreografado minuciosamente.
A partir desse espetáculo nota-se que o ator em momento algum deve esquecer-se o quão importante é, e o quanto engrandece o espetáculo um trabalho árduo de preparação corporal, afinal, um corpo que não está presente , inseguro e mal colocado já compromete todo um espetáculo.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Análise do espetáculo NA SOLIDÃO - Grupo Hybris


O espetáculo na solidão é inspirado na obra de Bernard Maire, NA SOLIDÃO DOS CAMPOS DE ALGODÃO, onde o teatro e a dança são complementares em uma temática conflituosa e diferenciada. Na solidão trata de uma negociação entre um vendedor e um comprador, contudo o objeto de comércio pode ser interpretado metaforicamente para as relações humanas. A definição do local onde acontece este comércio não é unica e bem definida, pode ser em uma praça, em uma sala de Tv em casa e ou em uma obra. A dualidade dos personagens, as inquietações, as esperanças são apresentadas muito bem através da dança e dos diálogos, sendo este último na minha percepção dispensável, pois fica em segundo plano, os corpos falam exalam sentimentos e inquietudes. A movimentação corporal em cena preenche todo o espetáculo, os atores são ousados e preparados coreograficamente para contar a história do autor, dos encontros e desencontros. A sensação pra mim foi de inquietação, movimentos rápidos, em quase todas as cenas todos os espaços eram preenchidos com essa movimentação dinâmica, as luzes, as músicas, me fizeram pensar durante dias sobre qual a verdadeira mensagem da obra. Todos os movimentos corporais bem articulados e preparados sendo o foco principal ou de maior atenção do espetáculo.